Saúde SAÚDE

Cidade de SP começa a usar Pfizer como 2ª dose da AstraZeneca

A intercambialidade das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca foi chancelada pelo Comitê Científico do Governo

13/09/2021 10h25
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Por: Hyana Reis Fonte: G1
Foto: ALLISON SALES
Foto: ALLISON SALES

A Prefeitura de São Paulo começou a vacinar ) as pessoas que estão com a segunda dose da AstraZeneca em atraso com a Pfizer A intercambialidade das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca foi chancelada pelo Comitê Científico do Governo do estado e pelo Programa Estadual de Imunizção, que embasaram a decisão em estudos da Organização Mundial de Saúde e orientações do próprio Ministério da Saúde.

A decisão também foi aprovada em deliberação bipartite com o Conselho dos Secretario Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems).

Na semana passada, o governador João Doria (PSDB) afirmou que que vai entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) caso não receba cerca de 1 milhão de doses da AstraZeneca que, segundo ele, estão em atraso e seriam destinadas para a aplicação da segunda dose no estado de São Paulo.

Dose de reforço 85 a 89 anos

Nesta segunda, o estado de SP começa a aplicar a dose de reforço nos idosos de 85 a 89 anos que já tenham tomado a segunda dose ou a dose única há pelo menos seis meses.

A aplicação do reforço começou a ser feita no dia 6 de setembro na população com 90 anos ou mais, conforme calendário estadual.

Em SP, a imunização desse grupo é feita com a vacina que está disponível nos postos, sem priorizar a aplicação da Pfizer, como recomenda o Ministério da Saúde.

Na capital, a prefeitura disse que irá priorizar o uso da Pfizer depois que receber novos lotes do imunizante, o que está previsto para ocorrer na quarta-feira (15).

Cientistas que estudam a pandemia criticaram a opção do governo estadual e destacaram estudos que mostram maior proteção para idosos com uma dose de reforço da Pfizer, como estipulado pelo governo federal.