Política POLÍTICA

CPI ouve Luciano Hang sobre fake news e morte da mãe em hospital da Prevent

Hang também teria participado do suposto 'gabinete paralelo', grupo informal que assessorava Bolsonaro na pandemia

29/09/2021 11h35
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Por: Hyana Reis Fonte: G1
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A CPI ouve nesta quarta-feira (29) Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan. O empresário bolsonarista é suspeito de financiar a divulgação de notícias falsas sobre tratamentos ineficazes. Hang também teria participado do suposto 'gabinete paralelo', grupo informal que assessorava Bolsonaro na pandemia.

O nome dele apareceu ainda no caso Prevent: documento revela que a operadora omitiu a causa da morte da mãe de Hang. O empresário nega as acusações; ao chegar ao Senado, Hang afirmou que está 'de coração aberto' e falou em 'liberdade de expressão'.

Renan pergunta se Hang tem conta no exterior. Hang afirma que tem todo o tempo do mundo para responder, e Aziz se irrita exigindo resposta objetiva.

Empresário confirma que possui contas fora do país e diz que todas estão declaradas na Receita e auditadas: "Todas as nossas empresas estão declaradas em paraísos fiscais". Renan pede para dividir o depoimento em 3 partes. 

Hang afirma que, em 2018, resolveu ser ativista político. "Vou continuar usando minhas redes para postar conteúdos motivacionais, de empreendedorismo e de política. Não abro mão de minha liberdade de expressão".

"Nunca fiz parte de nenhum gabinete paralelo e nunca financiei nenhum esquema de fake news", afirma.

"Sou vítima de conjunto de narrativas por não ter medo de falar a verdade", afirma Hang. Empresário diz que é perseguido por dar sua opinião e critica a imprensa: "No Brasil, esse crime de opinião não existe".