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Pela primeira vez em quatro anos, Imperatriz amarga ausência em competições nacionais

Com primeiro semestre "de molho", Cavalo de Aço terá somente a disputa da Série B do Maranhense, prevista para outubro do ano que vem

10/12/2021 13h50 Atualizada há 1 mês
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Por: Hyana Reis Fonte: GE MA
Foto: Vagner Grigorio / SID
Foto: Vagner Grigorio / SID

Não é de hoje que o Imperatriz enfrenta dificuldades no futebol - em escala regional e nacional - tanto na produção dentro de campo, como fora, no aspecto financeiro para montagem de elenco. A situação de queda vertiginosa refletiu em todas as competições em que o clube disputou desde o início da pandemia de Covid: Brasileiros da Série C e D, Maranhense, Eliminatórias da Copa do Nordeste e a mais recente participação na Copa FMF.

Esta última, inclusive, era a chance do Cavalo de Aço garantir um calendário que proporcione receitas significativas ao clube - podendo escolher entre Copa do Brasil ou Série D do Brasileiro. Mas não aconteceu. A campanha em uma fase de grupos de tiro curto até foi razoável, mas insuficiente para garantir vaga entre os quatro semifinalistas.

Nos pênaltis, Imperatriz batia o Manaus em 2018 e iniciava caminhada rumo à Série C do Brasileiro 2019 — Foto: Marcos Dantas

Desta forma, o Imperatriz terá que amargar uma temporada com uma lacuna imensa, até a disputa da única competição prevista para o time: a Série B do Maranhense, que só começa no segundo semestre. Até lá, o clube ficará “de molho” pela primeira vez em muito tempo. O calendário do time sempre foi recheado na primeira metade do ano, principalmente desde 2018, quando se iniciava uma ascensão colorada no futebol regional e nacional.

Naquele ano, era a terceira vez em que o time da Região Tocantina disputava a Série D do Brasileiro. Logo no retorno da Quarta Divisão, acesso à Série C do Brasileiro, onde viveria duas temporadas destoantes uma das outras. Em 2019, o torcedor que já vibrava com o até então campeão maranhense, viu um quase acesso à Serie B do Brasileiro, na disputa do mata-mata contra o Juventude. Mas a vaga acabou ficando com a equipe gaúcha no Alfredo Jaconi.

Imperatriz x CRB; Copa do Nordeste — Foto: Johann Breno / Midiart Comunicação

Em 2020, a promessa de um ano de ouro para o clube, com o favoritismo no Maranhense e com disputas de Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série C do Brasileiro. A estreia na temporada com vitória diante do CRB acendeu essa chama. Porém, meses depois o mundo se deparou com a pandemia de Covid, e assim o futebol teve que parar.

No pós-volta, um Imperatriz irreconhecível. Nova diretoria, departamento de futebol terceirizado e um elenco sem entrosamento, culminaram no rebaixamento e na pior campanha da história da Série C na era dos pontos corridos. Na Maranhense passou longe de ser favorito ao título, e foi “empurrando com a barriga”, que chegou ao quadrangular final. As situações na Copa do Brasil e Copa do Nordeste já haviam se resolvido antes da parada.

O recomeço?

Wagnner Ayres, presidente do Imperatriz — Foto: Vagner Grigorio / SID

Chega 2021, e a promessa de reconstrução, com uma nova diretoria. Mas sem a mesma força financeira dos anos anteriores, o que se viu foi um Imperatriz lutando contra si mesmo. No Maranhense, mais um vexame sendo rebaixado. Já na Série D, a surpresa de um time que chegou na reta final com chances de ir ao mata-mata. Mas, o fôlego não foi o suficiente.

Ainda restava as eliminatórias da Copa do Nordeste. Bateu o Fluminense-PI na primeira fase, mas caiu na segunda para o Botafogo-PB, deixando de lado um calendário no primeiro semestre. Por último, a Copa FMF, que poderia salvar o ano do time. Mas a única derrota para o Cordino na competição, decretou precocemente o que seria o ano de 2022 para o Cavalo de Aço.