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Saúde SAÚDE

Ministério da Saúde abre consulta pública sobre vacinação de crianças contra Covid

Anvisa aprovou versão da Pfizer para a faixa de 5 a 11 anos, mas governo Bolsonaro resiste.

24/12/2021 11h08
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Por: Hyana Reis Fonte: G1
 Foto: Tobias Schwarz/AFP
Foto: Tobias Schwarz/AFP

O Ministério da Saúde abriu, na noite de quinta-feira (23), a consulta pública sobre vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid.

A consulta vai ficar aberta até 2 de janeiro e qualquer pessoa pode participar preenchendo um formulário online. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União, o período é aberto para que "sejam apresentadas contribuições, devidamente fundamentadas".

Além de apresentar perguntas que refletem o ponto de vista do governo em relação à vacinação infantil (leia mais abaixo), o sistema adotado para coletar os dados apresentou problemas na manhã desta sexta, pois o primeiro formulário publicado atingiu o limite de contribuições em algumas horas e o ministério teve que publicar um novo link com um segundo formulário. O g1 tenta obter junto à pasta detalhes do que está ocorrendo.

Conforme anunciado pelo ministro Marcelo Queiroga nesta quinta, o texto da consulta pública inclui a recomendação de exigência de prescrição médica para vacinação.

Autorização da Anvisa

Em 16 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa )aprovou o uso de uma versão da vacina da Pfizer para aplicação nas crianças dessa faixa etária. O governo federal, entretanto, ainda não definiu quando vai iniciar a imunização desse grupo.

Desde o sinal verde da Anvisa, o ministro Queiroga afirmou diversas vezes que a autorização da agência não é suficiente para iniciar a vacinação.

Nesta segunda (20), ele disse que a "pressa é inimiga da perfeição" e que o ministério só teria uma posição sobre o tema em 5 de janeiro. Queiroga também afirmou que só tinha recebido "um documento de três páginas" da agência e ainda esperava documentos com dossiê completo.

A agência rebateu as declarações do ministro, disse que não recebeu pedido formal de pareceres, mas que o envio de dossiê de análise de medicamentos para o Ministério da Saúde "não é requisito legal, ou mesmo praxe". Também divulgou publicamente o parecer técnico completo sobre o tema.