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Inflação: como driblar os assustadores índices de 2022?

Altas nos índices de preços são sentidas, mas na maioria das vezes pouco entendidas pelos brasileiros

09/05/2022 11h06
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Por: Hyana Reis Fonte: Assessoria
Reprodução
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Não é novidade encarar uma realidade em que os preços nas lojas variam de forma constante, prejudicando o poder de compra do brasileiro. O Brasil encara um cenário econômico de retração e chegou a registrar um recorde negativo que assusta os brasileiros. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), afinal, o país teve, em março, sua maior inflação em 28 anos, desde o lançamento do Plano Real em 1994, que era justamente uma estratégia para combater um momento parecido.

Além desse aumento recorde, de 1,62% nos preços, o recorte anual apresenta um montante de 11,3% de alta nos índices. A maioria das pessoas sente diretamente o impacto da inflação nos seus bolsos, mas será que sabem exatamente o que é esse fenômeno econômico? O que motiva e qual a dinâmica está atrelada à inflação? São detalhes que o professor de Ciências Contábeis do Centro Universitário Estácio São Luís, Reis Rocha, esclarece a todos:

O que é a inflação?

Segundo o professor, a primeira coisa que devemos ter em mente é que a inflação está atrelada a alguns índices econômicos e o principal deles é o IPCA. É ele que demonstra se os preços de produtos ou serviços estão aumentando, ou diminuindo no mês.

A inflação costuma decorrer de um desequilíbrio entre oferta e demanda. Exemplificando, quando há uma procura maior por produtos e serviços do que produtores e prestadores podem atender, ou quando há uma escassez de itens que tem muita demanda.

“Um exemplo atual é a grande procura por fertilizantes, insumos básicos para os agricultores, em função da indisponibilidade dos principais produtores, que são Ucrânia e Rússia, envolvidos em conflitos. É possível citar também a falta de mão de obra e quando existem problemas relacionados a questões climáticas, como as enchentes, as secas prolongadas, a quebra de safra, que causam uma escassez de determinados produtos agrícolas”, explica Reis, mostrando exemplos e situações encaradas no país.

Outros fatores que estão ligados à inflação são a alta do dólar, que eleva os valores dos insumos importados; a subida nos preços dos produtos negociados em bolsa, como petróleo, soja e minério de ferro; a elevação de tarifas de utilidades públicas, como luz e energia elétrica e a alta de impostos.

Em resumo, o professor da Estácio comenta que a inflação é o aumento generalizado e contínuo de preços de bens e serviços de uma economia, o que faz o dinheiro perder valor de aquisição com o decorrer do tempo.

O que fazer para driblar a inflação?

Quem mais sofre com esse mal é a população de baixa renda, principalmente nos itens básicos, como os alimentos, remédios, produtos de limpeza, entre outros.

Algumas mudanças podem oferecer um “respiro” na economia mensal das famílias. Reis Rocha enumera algumas estratégias de consumo que podem fazer toda a diferença. “A sugestão mais recomendada é comparar preços e comprar na marca mais barata, e que também seja confiável. Buscar produtos nas feiras pode ser mais em conta e promoções no atacado, de itens que possam ser distribuídos em porções menores. Outro ponto importante é fazer a compra de remédios genéricos em farmácias populares”.

“Depois que as famílias conseguirem diminuir as despesas domésticas, sugerimos que uma parte do salário seja guardada todos os meses. Mesmo que o valor seja pequeno. O objetivo dessa reserva é garantir a margem de segurança para cobrir os gastos imprevistos, evitando, assim, que as famílias precisem se endividar, com cartões de crédito ou cheque especial, dívidas com amigos ou parentes”, completa o professor.