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DANÇA

Dia da Bailarina: “É muito difícil seguir essa carreira em Imperatriz”

A data é celebrada neste 1º de Setembro, mas segundo a bailarina Márcia Gabriela Mota, há um longo caminho a percorrer pela valorização da profissão

31/08/2018 19h47
Por:
Fonte: Hyana Reis
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Márcia Gabriela é bailarina profissional e atua no Ensino do Ballet em Imperatriz. (Foto: Divulgação)
Márcia Gabriela é bailarina profissional e atua no Ensino do Ballet em Imperatriz. (Foto: Divulgação)

Uma profissão para quem ama a arte da dança, que não depende só da elasticidade e ritmo, mas que também exige muita dedicação e disciplina. Estamos falando da bailarina, que tem seu dia celebrado neste 1º de setembro. Mas, além da luta diária para dançar com perfeição, os profissionais do ballet também lutam pela valorização da profissão. E em Imperatriz, não é diferente.

No Brasil, a profissão de bailarina é regulamentada e reconhecida há mais de 25 anos pela Lei n.º 6.533, de 24.05.1978 e pelo Decreto-Lei n.º 82.385 de 05.10.1978. Para ser considerado profissional da dança é necessário possuir o Registro Profissional (DRT), concedido a quem comprovar que está apto a desenvolver a função, após avaliação curricular.

Com registro profissional de Artista Bailarina, Márcia Gabriela Mota atua como bailarina na cidade há anos e garante: “É muito difícil seguir essa carreira em Imperatriz”. Ela conta que aos 13 anos conheceu a dança e desde então vem investindo no ballet.

“Meu interesse pela dança e especificamente pelo ballet foi crescendo. Eu dançava inicialmente apenas na igreja. Com o passar do tempo e aprimoramento da técnica, fui me apresentando em festivais em São Luís, São Paulo, Belém, Goiânia, Fortaleza, Curitiba, Palmas e diversas outras cidades do Brasil”.

Passou a investir na capacitação para se dedicar ao Ensino da Dança. “Me formei em Educação Física, fiz pós-graduação em Metodologia do Ensino das Artes, mas como meu alvo sempre foi o Ensino do Ballet Clássico, estudei durante 1 ano no Curso de Capacitação Profissional oferecido pelo Sindicato dos Profissionais de Dança do Rio de Janeiro, após o término do curso, prestei uma audição e passei, tendo a honra de receber o tão sonhado Registro Profissional de Artista Bailarina”, conta.

Segundo Márcia Gabriela, ela é a única “pessoa em Imperatriz com registro profissional de Artista Bailarina”, já que na cidade há ainda poucas opções para capacitação de profissionais da dança. “Se em grandes centros uma bailarina profissional sofre, que dirá em uma cidade do interior do Maranhão”, acrescenta.

E com o objetivo de promover uma melhor capacitação a quem deseja seguir carreira como bailarina em Imperatriz e região, Márcia Gabriela conta que criou o Curso de Capacitação para Professores de Ballet Clássico. “É um curso de 40 horas que oferece o básico necessário de como trabalhar o ballet para crianças de 3 a 8 anos de idades. Neste mês de setembro, eu e a Escola Dançarte, formaremos a terceira turma de Professores”.

Segundo a bailarina este “é o primeiro passo para quem deseja se tornar um profissional que trabalha com ballet clássico”. Mas acrescenta: “É imprescindível que todo professor faça aula de ballet também”.

Persistência é essencial para quem quer ser bailarina(o)

Mesmo com as dificuldades, e a luta pela valorização, Márcia Gabriela afirma que a persistência é essencial para quem deseja seguir carreira na dança. “É possível. Porém não é fácil. Quem quer [ser um profissional] precisa dedicar sua vida em função disso, assim como qualquer outro profissional. Além disso a pessoa que deseja ser um profissional do ensino do ballet ou da dança em geral deve estudar uma graduação em pedagogia, educação física ou dança. Em Imperatriz temos as 2 primeiras opções”.

A bailarina diz ainda que o Ballet pode ser um sonho real para quem ama dança em Imperatriz. “De coração grato digo aqueles que sonham com o Ballet, assim como um dia eu sonhei, que seus sonhos podem ser reais, seja aqui em Imperatriz ou em outro lugar do Brasil. Basta você querer”.

Dia da Bailarina-

O Dia da Bailarina ou Bailarino é comemorado anualmente em 1º de setembro no Brasil. Esta data homenageia os dançarinos de Balé (ou Ballet), um estilo de dança que surgiu no século XV na Europa renascentista e que conheceria seu apogeu no século XIX.