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Maranhão se destaca no cenário nacional com trabalho do Instituto de Genética Forense

As ações investigativas da Polícia Civil do estado podem ser comparadas às investigações de polícias internacionais

08/09/2018 23h40Atualizado há 2 anos
Por:
Fonte: Hemerson Pinto
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Moderno Equipamento adquirido pelo governo do estado para separar, analisar e visualizar material de DNA coletado. (Foto: (Foto: Divulgação))
Moderno Equipamento adquirido pelo governo do estado para separar, analisar e visualizar material de DNA coletado. (Foto: (Foto: Divulgação))

O estado é referência na elucidação de crimes com o uso da tecnologia. O laboratório de Genética Forense, no Centro de São Luís, é o maior do Brasil em estrutura física. No local são analisados material genético no processo de investigação que aponta autorias de crimes.

O trabalho é parecido com o mostrado em filmes, onde investigadores desvendam crimes, entre eles os praticados contra a vida, por meio da coleta e análise de material genético.

“Após um ano de ingresso na rede nós já assumimos a liderança como o estado que mais insere perfis genéticos de condenados. Hoje nós estamos com mais de mil perfis genéticos incluídos nessa rede e compartilhado com o Brasil inteiro”, explica o perito criminal, Geyson Sousa.

Os procedimentos seguem protocolos internacionais desde a vestimenta das pessoas que têm acesso ao laboratório, que é equipados com o Robô CPA 200, o primeiro do Brasil adquirido por um laboratório forense e que serve para extrair amostras em grande escala.

O resultado do laboratório forense incluiu a Polícia Civil maranhense no Cadastro Nacional de Bancos de Dados Genéticos, com a mesma estrutura tecnológica usada pela polícia norte-americana, o FBI.

Estados vizinhos, como o Tocantins, já reconhecem a importância da estrutura da Polícia Civil do Maranhão. “A partir dessa parceria Tocantins e Maranhão, a gente consegue trazer os casos de maior repercussão no nosso estado para atender tanto das delegacias requisitantes como o Judiciário, afirma João Bezerra Neto, perito criminal do estado do Tocantins.

De acordo com a coordenação do Instituto de Genética Forense na lista de crimes elucidados e que tiveram maior repercussão, estão casos de crimes sexuais, identificação de cadáveres e autoria de crimes.

Segundo Christhiane Cutrim, diretora do instituto o acervo tecnológico utilizado hoje são equipamentos dos mesmos usados em grandes laboratórios no país e no exterior.