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Governo prorroga atuação das Forças Armadas em Roraima

O objetivo é garantir a segurança de brasileiros que vivem em Roraima e dos venezuelanos que entram no Brasil pelo estado

13/09/2018 09h58
Por: Redação
Fonte: Agência Brasil
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Tropas passaram a atuar nas cidades de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e Boa Vista (Foto: Andre Coelho)
Tropas passaram a atuar nas cidades de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e Boa Vista (Foto: Andre Coelho)

Militares das Forças Armadas vão continuar em Roraima até o dia 30 de outubro. O decreto que autoriza a atuação do Exército no estado para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) expiraria na quarta-feira (12), mas o prazo foi estendido com uma alteração no texto publicada no Diário Ocial da União.

O envio das tropas que passaram a atuar nas cidades de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, e Boa Vista (capital), foi autorizado no dia 28 de agosto. O objetivo é garantir a segurança de brasileiros que vivem em Roraima e dos venezuelanos que entram no Brasil pelo estado, fugindo da crise no país vizinho.

A decisão de destinar militares do Exército para a região ocorreu uma semana depois que moradores de Pacaraima expulsaram venezuelanos de barracas e abrigos, ateando fogo a seus pertences. O protesto contra a presença dos imigrantes na cidade foi motivado, segundo moradores, pelo assalto e espancamento de um comerciante local, que teria sido cometido por quatro venezuelanos.

Apesar da situação, o governo federal afirmou, na época, que não houve pedido para a atuarão dos militares por parte da governadora do estado, Suely Campos, que reiteradamente defendeu o fechamento da fronteira. Porta dos migrantes que têm deixado a Venezuela em busca de melhores oportunidades de vida e trabalho, Roraima recebeu mais de 130 mil venezuelanos desde o ano passado, segundo estimativas da Polícia Federal.

Dados oficiais do governo apontam que cerca de 60% deles já deixaram o território brasileiro. Outra parte tem sido atendida pelo programa de interiorização. Em parceria com organismos internacionais e prefeituras, algumas famílias são encaminhadas para outras cidades com possibilidade de abrigar essas pessoas e fornecer alternativas de trabalho, documentação e educação para os que pretendem permanecer no Brasil.