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Venezuela diz ao Brasil que não cortará energia fornecida a Roraima

Roraima é o único que não está integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e, com isso, depende da energia fornecida pela Venezuela

14/09/2018 14h07
Por: Redação
Fonte: Site G1
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O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna. (Foto: Alexandre Manfrim/Ministério da Defesa)
O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna. (Foto: Alexandre Manfrim/Ministério da Defesa)

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, informou que o governo da Venezuela disse que não cortará a energia fornecida ao estado de Roraima. Silva e Luna esteve na Venezuela e se reuniu com o ministro da Defesa do país, general Vladimir Padriño, e relatou a conversa ao presidente Michel Temer, na quarta-feira.

Atualmente, o estado de Roraima é o único que não está integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e, com isso, depende da energia fornecida pela Venezuela. No último dia 24, o governo venezuelano ameaçou cortar a energia fornecida a Roraima em razão de uma dívida de US$ 30 milhões.

Diante disso, a governadora do estado, Suely Campos, pediu  ao ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, que a Eletrobras comece a fazer a manutenção da linha de transmissão de energia que liga o estado à usina venezuelana de Guri. Atualmente, 85% da energia consumida em Roraima é importada da Venezuela. Mas, com a crise que atinge o país vizinho, a qualidade do fornecimento caiu e o estado sofre com os constantes apagões.

Crise migratória

Segundo Joaquim Silva e Luna, o governo de Nicolás Maduro também fez um apelo para que o Brasil continue ajudando os imigrantes venezuelanos. Diante da crise econômica, política e social que o país enfrenta, milhares de Venezuelanos têm cruzado a fronteira em busca de melhores oportunidades. A principal rota de entrada no Brasil é a fronteira com Pacaraima (RR).

A governadora Suely Campos chegou a pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine o fechamento da fronteira com a Venezuela, mas a ministra Rosa Weber negou o pedido, afirmando que a decisão cabe ao presidente da República. Michel Temer, por sua vez, já disse que o fechamento da fronteira é "incogitável" e "inegociável".