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IMPERATRIZ

Viraliza vídeo em que filho acusa Prefeitura de obrigar a mãe a trabalhar após AVC

Por meio de nota, a Prefeitura informou que a servidora é uma professora aposentada, que não apresentou solicitação formal de afastamento

30/08/2018 10h25
Por:
Fonte: Hyana Reis
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O vídeo foi filmado na Escola Municipal Paulo Freire, onde a servidora trabalha como professora (Foto: Reprodução)
O vídeo foi filmado na Escola Municipal Paulo Freire, onde a servidora trabalha como professora (Foto: Reprodução)

Viralizou em Imperatriz um vídeo em que o filho filma sua mãe, vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral), acusando a Prefeitura de tentar obrigá-la a trabalhar, mesmo sem condições físicas. O vídeo foi filmado na Escola Municipal Paulo Freire, onde a servidora trabalha como professora.

No vídeo, o filho diz que Secretária Municipal de Educação informou que se a servidora não voltasse ao trabalho, perderia o benefício que vinha recebendo. “Estamos aqui na escola Paulo Freire, vim deixar minha mãe para trabalhar. Ela está se recuperando de um AVC. Tem atestado médico dizendo que o problema dela é por tempo indeterminado. Mas infelizmente o secretário de educação de Imperatriz disse que ou ela voltava a trabalhar, ou seria exonerada do cargo”, acusa o filho, ainda não identificado.

De acordo com o autor do vídeo, sua mãe se movimenta apenas com a ajuda de um andador. “Veja se uma pessoa que anda com o auxílio do andador, que tem dificuldade de movimentar a pena esquerda, que estão com problemas na parte esquerda do corpo por causa do AVC  tem condição de vir trabalhar”, indaga.

Por meio de nota a Prefeitura de Imperatriz e Secretaria Municipal de Educação, Semed, informou que a servidora no vídeo é uma professora aposentada, “mas que continua trabalhando conforme amparo legal e sem idade para aposentaria compulsória, de acordo com a Lei Complementar nº 152/2015. Na unidade escolar atua fora da sala de aula, com funções na biblioteca”.

A Semed informou que a professora não apresentou solicitação formal de afastamento do trabalho. “Tomou-se conhecimento que a servidora tem posse de um atestado de 60 dias, mas que também não foi apresentado no processo de licença saúde, para dar seguimento ao processo legal trabalhista, específicos para casos dessa natureza”, explica a Prefeitura.

A Prefeitura diz ainda que o vídeo é “inverídico”. “Ressaltamos que a servidora apresentou-se à gestão escolar na data de 27 de agosto, portanto, não estava em exercício das funções conforme destaca o vídeo”.

E garante que “jamais houve cobrança de retorno ao trabalho, tendo em vista que, teoricamente, havia o pedido de licença saúde”. A Secretária de Educação informou, ainda, que serão tomadas as medidas cabíveis para resolução do episódio.

A reportagem do Jornal Correio tentou entrar em contato com a servidora, mas não obteve resposta até o fim desta reportagem.