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Em busca de um sentido. Você já encontrou o seu?

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Diálogo CoachKarolinne Sousa retrata seus pensamentos com foco em desenvolvimento pessoal e despertar de uma nova consciência. Um universo de provocações para você que busca respostas.

15/12/2019 15h56
Por:
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Victor Frankl (Foto: Reprodução)
Victor Frankl (Foto: Reprodução)

“Mesmo uma vítima desamparada, numa situação sem esperança. Enfrentando um destino que não pode mudar, pode erguer-se acima de si mesma. Crescer para além de si mesma e, assim, mudar-se a si mesma. Pode transformar a tragédia pessoal em triunfo”. Viktor Frankl no livro “Em busca de sentido” relata a história de um sobrevivente dos campos de concentração de Auschwitz. E me leva a refletir sobre o que de fato nos move? Qual a razão do sofrimento, ele pode ser evitado? Existe uma maneira boa de sofrer? Como tirar uma lição proveitosa dos acontecimentos?

“Devemos saber como sofrer, uma vez que sofrimento desnecessário é masoquismo e não ato heroico”. Nunca um pensamento me inquietou tanto! Agora sei a razão e o motivo das pessoas admirarem tanto este autor. Prisioneiro por vários anos, durante a 2ª Guerra Mundial, foi ao limite da dor física, mental e emocional. E sabia o que estava testemunhando, quando escreveu seus artigos.

Das várias passagens da sua obra, algumas de forma cirúrgica tocam os sentimentos humanos:

Ao abandonar-se a si mesmo, as pessoas esquecem que muitas vezes, é justamente uma situação exterior extremamente difícil, que dá a pessoa a oportunidade de crescer interiormente, para além de si mesma.

Existe uma diferença entre uma razão para ser feliz e felicidade. O ser humano não é alguém em busca a felicidade, mas sim alguém em busca de uma razão para ser feliz.

Uma vez que a busca de sentido por parte do individuo é bem sucedida, isto não só o deixa feliz, mas também lhe dá a capacidade de enfrentar o sofrimento.

É bem possível que o impulso de tirar a própria vida, tivesse sido superado, se a pessoa tivesse estado consciente de algum sentido e propósito pelos quais valesse a pena viver.

E como pode um ser humano encontrar sentido?  No trabalho, no amor e na perseverança.

Como pode um rapaz de 17 anos, quadriplégico, encontrar um sentido para viver? O rapaz responde: “Eu quebrei o meu pescoço, não quebrei meu ser”. Esse é um dos vários depoimentos que Frankl, descreve em seu emocionante livro.

Ele faz um alerta para a humanidade: desde Auschwitz nós sabemos do que o ser humano é capaz; e desde Hiroshima nós sabemos o que está em jogo.

Não há razão para ter pena das pessoas velhas. Em vez disso, as pessoas jovens deveriam invejá-las. É verdade que os velhos já não têm oportunidades, nem possibilidade de futuro. Mas eles têm mais que isso. Em vez de possibilidades de futuro, eles têm realidades no passado. As potencialidades que efetivaram, os sentidos que realizaram. Os valores que viveram e nada e nem ninguém, pode remover jamais, seu patrimônio do passado.

Por fim, esta é uma obra- prima de grande humanidade, que pode ajudar muitas pessoas, que buscam um sentido para suas vidas. O próprio Frankl gosta de citar o famoso Nietzsche: “Quem tem por que viver pode suportar quase qualquer como”. Talvez seja um dos motivos dos seus livros serem tão provocadores. ( Fonte: Em busca de sentido)