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Corpo e Saúde

Treino: Quanto mais pesado melhor?

09/05/2019 15h43
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TREINO PESADO (Foto: TREINO/PESADO)
TREINO PESADO (Foto: TREINO/PESADO)

Muitas pessoas ainda se baseiam nessa máxima quando o quesito é treinamento, se tratando de exercícios de força e levantamento de peso é que se torna mais evidente ainda. Mas será mesmo que precisamos treinar sempre no limite máximo do nosso esgotamento físico? Isso é bom e traz os melhores resultados? Ou isso é apenas coisa de atleta e pode me causar lesões?

Essas e outras dúvidas são pertinentes a praticamente quase todos os praticantes, mas vamos tentar esclarecer alguns pontos cruciais dentro de um programa de treinamento, lembrando que o nosso público-alvo são pessoas normais, que praticam atividade física buscando melhora na qualidade de vida e não atletas de performance, pois esses utilizam uma intensidade tão grande que chegam a treinar apenas um grupo muscular por semana, dependendo da fase do treinamento visando as competições.

Segundo Fleck; Kraemer (1999, p.23) o princípio da sobrecarga progressiva refere-se “à prática de aumentar continuamente o nível de exigência sobre o músculo à medida que ele se torna capaz de produzir mais força ou tenha mais resistência”.

Quando falamos em treinar pesado não significa necessariamente que você tem que utilizar o máximo de peso possível, isso é apenas uma variável do seu treino e vai te gerar mais força, você pode utilizar a própria intensidade do treino para torná-lo o mais pesado as suas condições físicas.

Dentro da musculação utilizamos diferentes métodos afim de atingir o maior êxito em um treino, bi-set, tri-set, supersérie, exaustão ou falha, entre outros, podendo variar também no número de repetições e o tempo de descanso.

Afirmar que treinar pesado traz os melhores resultados seria muita prepotência, até porque antes mesmo de você aumentar a sobrecarga no seu treino você precisa amadurecer o movimento realizado e só vai conseguir isso com dedicação e constância nos treinos. Um dos métodos mais utilizados hoje em dia nas academias é a falha concêntrica, o que não é nada, nada fácil de se conseguir.

Esse sistema, também denominado como exaustão (SCHWARZENEGGER, 2006), consiste em realizar as repetições até́ a exaustão, ou seja, realizar uma série até que nenhuma repetição possa ser completada, quando a fase concêntrica do movimento não for completada - falha concêntrica momentânea - com a técnica “correta” do exercício, (FLECK & KRAEMER, 2006; MERRAB, 2008).

Porém, como mencionei anteriormente, até o indivíduo conseguir consciência motora para entender o que é treinar até a falha pode demorar um pouco, e as fases de um programa de treinamento devem sempre ser respeitadas.

Esse assunto acaba chegando onde muita gente tem medo e muita dúvida que é sobre o risco de lesões para quem treina pesado, é claro que os riscos de lesões existem, mas acredite, é mais fácil você se lesionar jogando uma “pelada” de futebol em um final de semana do que em uma sala de musculação, e se você respeitar os limites do seu corpo, treinar com cargas progressivas e respeitar a regeneração do grupo muscular, será pouco provável que isso aconteça com você.

Portanto, antes de realizar os exercícios com cargas absurdas que limitam ou comprometem a execução dos movimentos, trabalhe com outras vertentes e busque sempre orientação de um profissional de Educação Física, e evolua devagar, mas com qualidade.

Bom treino a todos...

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