Dólar comercial R$ 5,68 0.447%
Euro R$ 6,77 -0.03%
Peso Argentino R$ 0,06 +0.36%
Bitcoin R$ 293.385,32 -0.666%
Bovespa 115.202,23 pontos +2.23%
Práxis Polítika

Acabou: o fim da estrada para Michel Temer

29/12/2018 13h35
116
Por:
Internet (Foto: Reprodução)
Internet (Foto: Reprodução)

O Presidente Temer finaliza o seu mandato deixando um severo déficit em toda as áreas em que colocou as mãos na administração pública brasileira, uma vez que regredimos em todas as posições no ranking de acordo com os indicadores do IBGE. Entre os índices mais demarcados negativamente temos o aumento do número da pobreza, assim, aquele que era para o ser o chefe tampão da nação e que iria salvar o país das agruras do governo petista acabou, desgraçadamente, tendo um governo ainda pior: aumentou o número de brasileiros em situação de "extrema pobreza", pois quase 55 milhões de pessoas viveram com rendimento inferior a US$ 5,50 por dia, o equivalente a cerca de R$ 20, em 2017, de acordo com o IBGE.

O caso mais triste está no nível de desemprego, pois paradoxalmente saltamos do nível do pleno emprego na primeira gestão da Dilma, para, no final do governo Temer, chegarmos a índices alarmantes de desemprego e de precarização do trabalho. Talvez, este último dado seja a maior chaga da sua malograda gestão, uma vez que com as aludidas reformas trabalhistas aumentaram o nível de pessoas em situação de trabalho informal, não respondendo, portanto, aos resultados esperado com aumento de emprego nos postos de trabalho. É visível o crescimento do número de pessoas desempregadas ou mesmo trabalhando em serviços sem carteiras assinadas, a fim de possuir algum rendimento mínimo para o sustento de suas famílias, igualmente, aumentou as denúncias acerca de trabalho escravo haja vista que o governo objetivou o fim do controle e fiscalização em áreas de conflito laboral.

Além de todas as desgraças assoladas no mundo do trabalho com o baixo rendimento salarial do período Temer, ainda, tivemos a precarização da saúde com o fim do Programa Mais Médico e a expulsão dos médicos cubanos, como resultado ficamos com regiões no Brasil sem nenhum serviço médico. Coroando essa plataforma de desmonte ele também mirou com olhos sedentos a máquina pública, vendendo suculentas fatias do Estado - entregando a preço de banana quinhões de Petrobras ao capital estrangeiro. O desmonte criou, igualmente, serias lesões na educação com a precarização das Universidade e de todo o portfólio de bolsas aplicadas às camadas populacionais mais sentidas e que faziam uso desses serviços: indígenas, portadores de deficiências, estudantes em vulnerabilidade econômico, etc.

Fechando a análise podemos ver claramente essa interface entre malversação da administração pública e equívocos colossais do governo golpista, principalmente, quando analisamos a que ponto chegou o Brasil com a greve dos caminhoneiros. Nesse processo de grande incompetência das contas públicas tivemos o aumento do preço da gasolina, por motivos óbvios, pois já que foi vendido parte dos ativos da Petrobras ao capital estrangeiro, nada de estranhar que o valor da gasolina fosse equiparado a padrões internacionais e sem o protecionismo de uma estatal. O Brasil foi ao colapso, fazendo com que todos os vértices da gestão pública fossem atingidos por esses abissais equívocos na administração do Estado.

No entanto, por mais paradoxos e equívocos, nos seus últimos pronunciamentos Temer proferiu o seguinte discurso: “Saio com a alma leve e a consciência do dever cumprido”. Não obstante o seu auto endeusamento a própria Procuradora Geral da República empossada por ele, no cerrar das cortinas o indiciou por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O caso envolve esquema no setor de portos, com desvios estimados em R$ 32,6 milhões entre agosto de 2016 e junho de 2017. Nada como um dia depois do outro, para a biografia de um Presidente que entrou para a história como golpista e está no topo do ranking como o Presidente mais impopular desde o fim da ditadura militar: 74 % o consideram como ruim ou péssimo – o povo, às vezes, é sábio!