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Práxis Polítika

O clã Bolsonaro e o escândalo do COAF

16/12/2018 20h35
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Internet (Foto: Reprodução)
Internet (Foto: Reprodução)

Durante a campanha eleitoral Jair Bolsonaro foi erigido a figura de Mito, se auto endeusando como aquele que iria acabar com a corrupção dos anos Lula e Dilma. O povo brasileiro cansado da sangria dos cofres públicos para bolsos particulares, bem como extenuado pelas potentes campanhas de destruição das lideranças petistas, muito bem articulado pela grande mídia corporativa, foi ao delírio quando encontrou seu novo “Salvador da Pátria”. Bolsonaro chegou com toda a força na campanha presidencial, prometendo salvar o país da Babilônia promovido pelo governo petista, igualmente, salvaria o Brasil do caos social e da falta de moralidade erigida nos 14 anos de governo PT.

Porém, antes mesmo de tomar posse já começou a ruir a sua nau, fazendo com que o seu barco começasse a afundar antes mesmo da sua investidura no cargo a partir do escândalo financeiro apontado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Entenda o caso: 1) o pivô é Fabrício José de Queiroz, um policial militar que é motorista e segurança do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e há anos próximo da família. 2) segundo o COAF, Queiroz fez transações financeiras incompatíveis com seus rendimentos. 3) O rastreamento também encontrou transferência de recursos das contas de outros oito assessores que passaram pelo gabinete de Flávio Bolsonaro na ALERJ para a conta de Queiroz. E, finalizando, 4) há registros de cheques repassados por Queiroz à futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, no valor de 24.000 reais.

O total de transações geradas pelo assessor de Flávio Bolsonaro girou num ano em torno de 1,2 milhão de reais, valor que seria incompatível com a sua renda e, obviamente, seria totalmente inconciliável com os ganhos do assessor. Em síntese, tal movimentação mostra o flagrante da transação financeira e repasse de dinheiro entre assessores, diretamente para a família Bolsonaro; porém, mesmo com várias evidências às claras o Presidente eleito Jair Bolsonaro não conseguiu ter uma explicação plausível. Para suprir a falta de explicação, quando foi chamado para esclarecimentos, alegou novamente que estava estafado em virtude da facada acometida em setembro, tal e qual apresentava para não comparecer nos debates presidências.

No rol das possíveis explicações surgem defensores de dentro do staff presidenciável, por exemplo, como o General e futuro Ministro Augusto Heleno dizendo que o valor de 1,2 milhões é irrisório e não comprometerá o clã Bolsonaro no governo do Brasil. Com igual aporte de defesa, tenta lançar veredito o futuro Ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni; porém, não conseguindo chegar até o final da coletiva de imprensa, pois se irritou com os repórteres que insistiam em perguntar sobre o relatório do COAF. Curiosamente, Onyx está também envolvido em acusações acerca de Caixa 2 de campanha junto a JBS e outra empresas, portanto, tendo que dar explicações sobre as próprias lisuras das suas transações financeiras junto as campanhas eleitorais que coordenou.

Para encerrar e com o intuito de dar o desfecho final para o ilibado futuro governo de Jair Bolsonaro, foi pedido vistas e esclarecimentos para o futuro Ministro Sergio Moro, célebre algoz de Lula, segundo Moro ele foi apenas indicado como Ministro da Justiça e não cabe a ele dar explicações sobre esse caso do COAF. Assim sendo, parece que o Brasil, mesmo depondo Dilma do poder e blindando a campanha eleitoral para evitar a posse de Lula, continuará do mesmo jeito do período petista: com escândalos, corrupções e malversação do erário público. Mas, como o objetivo da campanha era tirar o PT do jogo, parece que tanto faz se continuarão com as mesmas práticas escusas os novos mandatários quem assumirão o governo em 2019 – Feliz Ano Novo!