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A origem da Praça da Cultura

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CultitzA jornalista Hyana Reis apresenta as principais notícias da cultura de Imperatriz e região em seus mais diversos segmentos: teatro, dança, música, arte, literatura e eventos.

22/11/2018 00h08
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A praça sempre foi palco de atividades culturais em Imperatriz. (Foto: Reprodução)
A praça sempre foi palco de atividades culturais em Imperatriz. (Foto: Reprodução)

Na semana passada os imperatrizenses, após meses de reforma, tiveram de volta a Praça da Cultura. Agora com uma nova cara, espaços e equipamentos. Alguns celebraram a reforma, outros lamentaram a perda de patrimônios históricos durante a obra, como o coreto e a fonte, que foram demolidos. Mas desde quando a Praça da Cultura faz parte de Imperatriz e por quê ela é conhecida por esse nome?

Palco de momentos históricos, movimentos culturais e eventos, a Praça da Cultura foi construída na decada de 60, segundo o historiador Adalberto Franklin. O espaço escolhido para abrigar a praça foi em frente a um dos prédios mais antigos de Imperatriz, que na época, abrigava a Prefeitura, e hoje é sede da Academia Imperatrizense de Letras.

Na época, todo o país vivia em pleno regime militar, por essa razão, a Praça recebeu o nome de Castelo Branco, que na época era presidente do país. Foi somente depois de quase 3 décadas que o local recebeu seu nome atual, Renato Cortez Moreira, ex-prefeito de Imperatriz, que foi assassinado em 1993 no Mercado Municipal.

Mas apesar de ter nomes políticos, o local ficou mesmo conhecido como Praça da Cultura. E segundo Adalberto Franklin, isso aconteceu quando a Prefeitura foi transferida do prédio em frente à praça, em 1976, e então, antes de ser sede da Academia de Letras, foi instalado o “Passo da Cultura”, uma feira de artes.

Era ali que aconteciam movimentos culturais, carnavais, festivais, saraus, festas, entre outros. Caracteristicas que se mantém até hoje, já que a Praça é palco constante de eventos culturais e políticos de Imperatriz. 

Foi ali que aconteceu a primeira edição do Salão do Livro de Imperatriz (Salimp), quando ainda era uma pequena feira de livros organizada pela Academia de Letras, que, como vimos, se instalou no prédio onde antes era o Passo da Culltura, já na década de 90.

Até hoje a Praça da Cultura recebe também o carnaval de Imperatriz, conhecida como Jardineira. Com uma festa tradicional, com marchinhas e fantasias, o local é sempre ponto de shows, bloquinhos e reunião de milhares de foliões. É em frente à praça que também está localizado o Centro de Artesanato de Imperatriz, importante ponto cultural e de valorização da arte na cidade.

A imagem pode conter: árvore e atividades ao ar livre

Já o tradicional coreto, uma das principais marcas da Praça da Cultura, só veio a ser construído na década de 80, quase 20 anos após o local ser um ponto de lazer dos imperatrizenses. Mas segundo o historiador Adalberto Franklin, ele foi rapidamente adotado pelos cidadãos, se tornando palco central da praça. 

Hoje, o coreto deu lugar a uma fonte de água. Foi destruído durante a reforma, o que causou revolta de diversas pessoas e instituições, que se manifestaram contra a destruição do patrimônio. Agora a praça tem uma nova cara, e apesar do coreto não estar mais lá, o local parece pronto para voltar a ser um ponto cultural de Imperatriz.