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Práxis Polítika

Quando se optou pelo nazismo.

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Práxis PolítikaProf. Dr. César Figueiredo convida os leitores para uma reflexão críticas dos temas do universo político. Além das questões pontuais emergidas do cotidiano, visamos instrumentalizar teoricamente as discussões, de modo a lastrear fundamentalmente a coluna a partir da ciência política.

14/10/2018 23h51
Por: Redação
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sem fonte (Foto: sem fonte)
sem fonte (Foto: sem fonte)

A Alemanha após a Primeira Guerra Mundial se encontrava esfacelada e destruída, vivia um período inglório de humilhação e de subjugação perante os países que a tinham vencido na primeira guerra. Além das dificuldades encontradas, ainda possuía uma enorme crise financeira que assolava a outrora rica nação alemã.  Também, no mesmo gradiente advindo do conflito bélico, o país se encontrava fortemente solapado por dificuldades políticos, haja vista que havia enormes problemas de legitimidade da classe política, sendo esta neste período extremamente mal vista pela população em face da corrupção e da incompetência.

Naquele momento começou a emergir partidos nacionalista dispostos a vingarem a derrota germânica, bem como iniciava a ascenção de políticos nacionalistas extremamente conservadores. Seria, portanto, a fórmula esperada que faltava para o renascimento alemão através das promessas vazias e dos discursos de ódios que exalavam principalmente xenofobia. Desta forma, começou a ser erigida a figura de um obscuro ex-militar que lutara na Primeira Grande Guerra e que após o conflito bélico lançara um livro autobiográfico da sua epopeia militar: Adolf Hitler. O livro e a biografia de Hitler caem no gosto da população sedenta de uma nova liderança que os levaria novamente à ressureição alemã, logo, através de palavras de ordem extremamente simplórias conclamava a construção de uma “Grande Nação”.

 Inicialmente, muitos alemães não concordavam com Hitler e o consideravam apenas um grande palhaço bufão pelos seus modos histriônicos e farsesco; porém, por mais blefe que este infeliz personagem apresentasse, mesmo assim, os alemães preferiram acreditar nas suas galhofas, uma vez que Hitler representava a reconstrução da nação. De igual modo, a nova geração que emergia na luta política pós-guerra só conhecia a Alemanha fracassada com os seus políticos corruptos, fazendo, assim, com que Hitler se tornasse o mensageiro de uma nova aurora. Ainda, além dessas duas combinações, da classe média desacreditada e da juventude hitleriana ascendente, a elite política e econômico enxergou também a oportunidade para reconquistar o seu fausto econômico e voltar a emergir na economia internacional dos anos 30.

A fórmula seria incendiária, pois a figura de Hitler crescia a olhos visto e, apesar de esdrúxulas as suas declarações, caiam no gosto da grande maioria cegada. Hitler elegeria os seus bodes expiatórios como responsáveis pela contínua crise alemã: judeus, comunistas, gays, ciganos e qualquer pessoa que pensasse diferente do seu ideal político nacionalista. Para coroar a sua ascenção criou um caso político considerado como um falso incidente: o incêndio do parlamento alemão, colocando a culpa nos comunistas. Depois desse acontecimento a projeção de Hitler cresceu exponencialmente e a sociedade alemã abraçava-o em sua maioria com a ascenção do nazismo. Começaram a construir campos de concentração confinando, principalmente, os judeus e outros segmentos minoritários considerados como mal vistos pelo novo projeto nacionalista de Adolf Hitler.

Coroando este projeto consolidam o Partido Nazista, criam o denominado III Reich e atiçam guerras nacionalistas com outras nações da Europa e do mundo. O estrago estava feito e não tinha mais controle, pois a partir desse momento a Alemanha impulsionava e eclodia a II Guerra Mundial (1939-1945), capitaneada por um outrora militar nacionalista e palhaço. Conforme sabemos, a Alemanha perdeu a II Guerra para os aliados e o saldo foram milhares de mortes em virtude do nazismo: chaga e anomalia política que infelizmente tem crescido novamente no mundo todo!