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Diálogo Coach

Chefia é cargo. Liderança é perfil

23/09/2018 11h17
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Chefia é cargo. Liderança é perfil (Foto: Liderança)
Chefia é cargo. Liderança é perfil (Foto: Liderança)

“Quando o trabalho está feito e a tarefa cumprida, espera-se que um bom líder diga: nossa equipe foi quem fez”. Lao- tsé, há mais de mil anos, já sabia que uma pessoa não consegue nada sozinha. O líder deve criar uma equipe autogerenciável, para que ela tenha autonomia. Que tipo de líder você escolheu ser? Está criando colaboradores dependentes ou autorresponsáveis? Analise o texto abaixo e reflita sobre como o líder deve gerenciar sua equipe: centralizando ou delegando?

O líder dos Búfalos e a Manada (Belasco&Stayer em o Voo do Búfalo)

Durante muito tempo, acreditei no velho paradigma da liderança, segundo o qual o meu trabalho é planejar, organizar, dirigir e controlar. O modelo de funcionamento de minha empresa era parecido com o de uma manada de búfalos. Os búfalos são seguidores absolutamente fiéis de um líder. Eles fazem tudo que o líder quer que façam, vão para todos os lugares que o líder quer. Em minha empresa, eu era o líder dos búfalos.  No começo, gostava que minha empresa tivesse esse tipo de organização. Afinal, eu a criara com meu brilho. Eu queria que as pessoas fizessem exatamente o que lhes dissesse, fossem leais e submissas. Adorava ser o centro do poder, pois acreditava que isso era o trabalho do líder.

Acabei percebendo que a empresa não funcionava tão bem quanto eu gostaria, já que, leais, os búfalos só agiam quando o líder lhes mostrava o que fazer. Quando ele não estava por perto, zanzavam à espera que aparecesse. Foi por esse motivo que os primeiros colonizadores puderam dizimar manadas de búfalos com tanta facilidade, bastava matar o líder deles. O restante da manada era massacrado enquanto esperava que o líder se levantasse para conduzi-la. Encontrei um bando de gente “vagueando” na minha empresa, cuja estrutura era parecida com a organização dos búfalos. O pior é que as pessoas se restringiam a fazer tão só o que lhes ordenava, e em seguida “vagueavam” à espera de minhas próximas instruções.  Não pensem que era fácil conduzir a manada. Precisava trabalhar de 12 a 14 horas por dia para passar todas as ordens, fazendo todas as tarefas “importantes”. Enquanto isso, a empresa era chacinada pelo mercado, pois eu não podia responder com a necessária rapidez. Todo esse trabalho frustrante envelheceu o líder da manada precocemente.

Moral da história: Motive os funcionários, promova a iniciativa, a proatividade, autodomínio, sinergia e os treine constantemente. Treinamento não é gasto e sim investimento. Coaching Comigo!