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O piloto sumiu. Imigrante na Europa nos tempos de COVID-19

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Diálogo CoachKarolinne Sousa retrata seus pensamentos com foco em desenvolvimento pessoal e despertar de uma nova consciência. Um universo de provocações para você que busca respostas.

17/03/2020 10h10Atualizado há 2 semanas
Por: Karolinne Sousa
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Sempre fui medrosa e nunca gostei de aventuras que não fossem controláveis. Pois bem, viver fora do Brasil no meio dessa pandemia, tem sido uma aventura que pela primeira vez na vida não tenho controle nenhum. O que tirar de aprendizado no meio dessa TURBULÊNCIA? Lembrei do filme Airplane (Apertem os cintos... o piloto sumiu), que assistia nos tempos da sessão da tarde. Onde estará Ted Striker em 2020 para minimizar o caos que se tornou o mundo?

Ted Striker, um ex-piloto combatente de guerra, tornou-se traumatizado após o final desta, adquirindo o medo de voar. Tenta reconquistar o seu grande amor, Elaine, uma mulher que conhecera nos tempos da Guerra e que é agora uma aeromoça. Ted compra uma passagem no avião onde ela serve, que voará de Los Angeles a Chicago. Durante o voo, contudo, Elaine rejeita as suas intermitentes tentativas de proposta de Ted para reatar seu relacionamento.

Após o jantar ter sido servido na aeronave, muitos dos passageiros adoecem (Wuhan/China), porém um destes, Dr. Barry Rumack dá-se conta rapidamente de que é o peixe da refeição (vírus) que está a causar os desmaios. As aeromoças descobrem também que o piloto Clarence Oveur e o seu co-piloto Roger Murdock (OMS, PRESIDENTES e todos que poderiam ter feito alguma coisa antes) tinham também ficado inconscientes (CEGOS), deixando ninguém a bordo profissionalmente capaz de pilotar o avião (PAÍSES).

Elaine entretanto contata a torre de controle de Chicago (médicos, enfermeiros, voluntários) numa tentativa de pedir ajuda e recebe instruções do estressado supervisor McCroskey para ativar o piloto automático do avião (Fronteiras fechadas, restrições, regras, ISOLAMENTO), que na verdade trata-se de um grande boneco inflável chamado "Otto" (MEDIDAS PALIATIVAS) e que os levará até Chicago mas não conseguirá aterrissar o avião (SEM VACINA).

Elaine percebe (QUANDO?) que Striker (QUEM SERÁ?), talvez seja o único a bordo da aeronave, que tem alguma chance de pousar o avião e que não adoeceu como as outras pessoas, tornando-se a única esperança da tripulação e dos passageiros (POPULAÇÃO MUNDIAL).

Além disso, McCroskey (GRANDES NAÇÕES) chama Rex Kramer (CIENTISTAS, LABORATÓRIOS, PESQUISADORES) um experiente piloto para ajudá-lo e que atuou com Ted Striker na guerra. Quando o avião se aproxima de Chicago (SOLUÇÃO), Striker começa a tornar-se cada vez mais apreensivo, chegando a desistir da aterrissagem (É O FIM), mas depois de uma conversa "animadora" (O MUNDO UNIDO) com o Dr. Rumack, Ted volta para o cockpit para tentar guiar a aeronave mais uma vez.

Assim, e com o interminável rol de conselhos de Kramer, Striker se torna capaz de ultrapassar todos os seus medos e pousar o avião de forma segura, embora sofra um considerável estrago no trem de pouso (MORTES, CAOS, DESEMPREGO, ECONOMIA E NEGÓCIOS QUEBRADOS). A coragem de Striker faz com que o amor de Elaine (CONFIANÇA NA HUMANIDADE) por ele reacenda de novo e ambos finalmente reatem seu relacionamento.

Ao se beijarem (CONTATO FÍSICO AUTORIZADO) depois do resgate dos passageiros eles avistam o piloto automático inflável Otto (FICAR ATENTO) decolando o avião vazio (RECOMEÇO) depois de insuflar uma aeromoça feminina. Por fim, o que tirar de aprendizado no meio dessa TURBULÊNCIA?

Na tradução de Leonardo Morelli do texto de Eckhart Tolle: Numa fase social em que pensar no próprio umbigo se tornou a regra, o vírus envie-nos uma mensagem clara a única saída é a reciprocidade, o sentido de pertença, a comunidade, o sentimento de fazer parte de algo maior que temos de cuidar e que cuida de nós.

A responsabilidade partilhada, o sentimento de que o destino não é só o nosso, mas de todos à nossa volta, dependente das ações de todos e de cada um. Se pararmos de fazer à caça às bruxas, a pensar de quem é a culpa ou por que tudo isto aconteceu, mas pensarmos no que podemos aprender com isto, penso que todos temos muito para pensar e com o que nos comprometer. Porque com o universo e com as suas leis, obviamente, temos uma dívida de gratidão. O vírus está a mostrar-nos isso, a grande custo". VOU DANDO NOTÍCIAS e sinais.