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O Bom desempenho de Bolsonaro: um caminho tranquilo para 2022?

Análise Política

25/09/2020 22h41 Atualizada há 1 semana
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Por: Cesar Figueiredo
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Saiu a última pesquisa do IBOPE sobre o desempenho e aprovação do governo Bolsonaro, de acordo com as pesquisas ele se encontra com os seguintes números: 40 % bom ou ótimo; 29 % regular; e, 29 % ruim ou péssimo. Existem outros dados, mas todos confirmam a boa aceitação e confiança no governo Bolsonaro, superando os índices negativos, bem como dando uma alavancada nas pesquisas antecessoras. Obviamente, conforme amplamente exposto, muito dessa virada nas pesquisas sobre o governo Bolsonaro se deve, enfaticamente, ao pagamento do Auxílio Emergencial de R$ 600,00 para as famílias vulneráveis durante a Pandemia.

            Ou seja, a Pandemia deu uma alavancada nas pesquisas sobre satisfação do governo Bolsonaro e, com certeza, ele está sabendo navegar em águas tranquilas no combate ao COVID-19, haja vista que aumentou sua popularidade. Isso não é nenhuma novidade na política brasileira, principalmente no Brasil República, quando vários mandatários nacionais se utilizaram do caráter assistencialista e paternalista para fazer política. Começamos por Getúlio Vargas ao criar todo o aparato burocrático assistencialista aos trabalhadores, sendo considerado o “Pai dos Pobres” e ficando no imaginário popular como grande estadista.

            Embora Getúlio Vargas tenha sido um Chefe de Estado reconhecido no século XX e tendo criado as bases do Estado moderno brasileiro, contudo, o que fica marcado na sua trajetória é justamente esse caráter paternalista de auxílio, implementando leis trabalhistas, previdenciárias, etc. Igualmente, podemos fazer a mesma analogia no século XXI para Luís Inácio Lula da Silva, haja vista que tentou reconstruir o Estado brasileiro após a crise do neoliberalismo no final do século XX, mas ficou marcado fortemente pelos projetos sociais e pelo Bolsa Família – dando o lastro seguro para o seu sucesso na reeleição de 2006, inclusive elegendo sua desconhecida sucessora em 2010.

            O que fica explícito nesse cenário é o quão demarcado são as políticas assistencialistas, sociais e emergenciais desses Presidentes para salvar os brasileiros de situações de abandono, penúria e caos. Ou seja, muitas das políticas e contribuições realizadas no campo econômico são colocadas em segunda análise pelos seus eleitores, muitas vezes nem realçadas, pois o que fica marcado é o caráter “Salvador da Pátria” para o povo pobre. Podemos desferir inúmeras críticas para essas políticas salvacionistas como proselitismo ou mesmo oportunismo político, uma vez que se aproveitam da fragilidade e da vulnerabilidade da população mais carente, entretanto, conforme dados históricos é esse perfil de política que conta eleitoralmente e não a construção de um Estado Nacional robusto.

            Nesse percurso Bolsonaro ainda tem dois anos até as eleições de 2022; porém, ainda não sabemos como manejará os recursos da União para suprir esses fundos assistências de urgência durante os próximos anos para garantir a sua reeleição. Tal fator econômico torna-se um complicador, justamente pelo pouco caixa e lastro financeiro do governo no período em face da crise econômica provocada pela Pandemia e, principalmente, pelo caráter ultraliberal da sua equipe econômica não simpática a projetos de Bem-estar social. Em síntese, as variáveis estão curso e os capitais políticos  que melhor combinam para manejo eleitoral estão sendo muito bem utilizados, por exemplo, a 1) pobreza, 2) a vulnerabilidade e 3) assistencialismo: Bolsonaro encontrou o caminho das pedras!