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Clayton Noleto e as incógnitas para 2022

Clayton Noleto poderá ser o fiel da balança em 2022

08/12/2020 11h04
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Por: Carlos Leen
Clayton Noleto poderá ser o fiel da balança em 2022
Clayton Noleto poderá ser o fiel da balança em 2022

Ainda é cedo para decifrar as incógnitas que se formaram neste pós – frison eleitoral de 2020, e, suas consequências para 2022. Contudo alguns apontamentos podem ser feitos.

Weverton avançou casas no tabuleiro do xadrez eleitoral futuro. Isso por conta da sua investida na “real politik” no estado. O Senador não poupou esforços para garantir aliados nas disputas municipais e vem costurando um cenário favorável ao seu nome. Talvez percebendo o espaço entre a preferência do governador por seu vice, Brandão, e a disputa nacional dentro do campo progressista onde o PDT é protagonista. Explico melhor abaixo.

Flávio Dino vem se ocupando com o projeto nacional e sabe que precisará ser bastante habilidoso para articular os apoios necessários para se viabilizar como principal nome contra o “bolsonarismo à direita”. O governador do Maranhão tem know-how para fazer este debate. E este jogo nacional vem sendo feito mais evidentemente por Weverton, do que por Brandão.

E aí entra a figura do atual secretário de infra-estrutura do Estado, Clayton Noleto, que pode vir a ser o fiel da balança em qualquer configuração. Seu bom entrosamento com a classe política e sua grande atuação como quadro técnico do governo são indiscutíveis. Tudo isso sendo o homem de confiança do governador e do ponto de vista geográfico, capaz de unificar interesses diversos.

Em um eventual acordo para contemplação de forças políticas, Clayton desponta bem como personagem apaziguador em múltiplos cenários.

Cenário local

Marco Aurélio perdeu ganhando estas eleições em Imperatriz. Seu nome continua com aceitação e pouca rejeição. Nós próximos pleitos não teremos mais as figuras jurássicas de Ildon Marques e Sebastião Madeira, que juntos ajudaram a fragmentar a oposição na cidade, levando o atual gestor a reeleição.

Há de se apontar também a atuação rasteira de alguns “mercadores da fé”, que mesmo dentro da estrutura do governo estadual, jogaram contra o time do governador na cidade.

Mas isso é assunto pra outro texto.