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Google lança recurso que mostra processo de destruição do planeta

Mais de 24 milhões de fotos por satélite de 1984 a 2020 mostram o impacto da ação humana em diversas paisagens pelo mundo

15/04/2021 16h31 Atualizada há 4 semanas
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Por: Francisco Junior Fonte: R7 - Sofia Pilagallo, do R7*
Rio Mamoré, na Bolívia em 1984 e em 2020 - (Foto: Google Earth)
Rio Mamoré, na Bolívia em 1984 e em 2020 - (Foto: Google Earth)

O Google Earth, ferramenta de mapas e imagens de satélite do Google, anunciou nesta quinta-feira (15) o recurso timelapse, que permitirá aos usuários ver como o planeta foi destruído pela ação humana ao longo das últimas décadas. É possível navegar pelo g.co/Timelapse, acessando o Google Earth ou assistindo aos vídeos em 2D e 3D, no formato MP4, pelo g.co/TimelapseVideos.

Ao todo, são mais de 24 milhões de fotos por satélites entre 1984 e 2020 graças a dados da Nasa, a agência espacial norte-ameicana e da Esa, a agência espacial europeia, em parceria com universidades americanas.

Os usuários poderão observar as evidências das mudanças climáticas, os sinais de expansão agrícola e a expansão das metrópoles pelo mundo.

É possível selecionar o tour através de temas como expansão urbana, mudança florestal, água, infraestrutura e agricultura, além de poder visualizar por regiões como Antártica, América Latina, América do Norte, EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e APAC (Ásia-Pacífico).

"Fazer um vídeo em timelapse do tamanho de um planeta exigiu uma quantidade significativa do que chamamos de 'processamento de pixels' no Earth Engine, a plataforma em nuvem do Google para análise geoespacial", disse o buscador em seu blog.

Segundo a empresa, para adicionar imagens animadas em timelapse ao Google Earth, foi necessário reunir mais de 24 milhões de fotos por satélite de 1984 a 2020, o que representa quatrilhões de pixels.

Mais de duas milhões de horas foram necessárias para que milhares de máquinas no Google Cloud processassem 20 petabytes de imagens de satélite em um único mosaico de vídeo de 4,4 terapixel, o equivalente a 530 mil vídeos em resolução 4K.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques