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Anvisa autorizou entrada de 38 indianos no Maranhão

Estrangeiros estão hospedados em hotel de São Luís e, segundo o Governador Flávio Dino, cumpriram protocolos sanitários para entrada no país

26/05/2021 12h24
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Por: Hyana Reis Fonte: G1 MA
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Governo do Maranhão informou, nessa terça-feira (26), que 38 indianos que estão hospedados em um hotel de São Luís foram submetidos a testes de Covid-19. Segundo o governador Flávio Dino, essa foi uma medida de precaução adicional, já que os estrangeiros possuem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para permanecerem no Brasil.

O estado justifica essa retestagem como medida preventiva, já que no último dia 20 de maio foi confirmada a presença da variante indiana da Covid-19 (chamada de B.1.617).

"Compete ao Governo Federal, no caso à Anvisa, efetuar o acompanhamento dessas tripulações estrangeiras tanto de aviões quanto de navios. Neste caso, essas pessoas entraram no Brasil por um aeroporto que não foi o nosso, mas com autorização da Anvisa. Eles têm autorização sanitária do Governo Federal. Ainda assim, como existe uma preocupação adicional, nós enviamos uma equipe ao hotel e fizemos uma testagem de todos os hóspedes e toda a equipe do hotel", explicou o Governador do Maranhão.

O Governo do Maranhão não informou por qual aeroporto os estrangeiros chegaram ao Brasil e para onde iriam após sair de São Luís, mas reforçou que a autorização sanitária que garante a permanência deles no país inclui o "exame negativo de RT-PCR para Covid-19".

Veja, abaixo, a nota divulgada pelo Governo do Maranhão:

O Governo do Maranhão vem informar que:

Compete à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Governo Federal, o controle e a autorização de embarque e desembarque no país, como determina o seu protocolo de maio de 2020;

Na tarde desta terça-feira (25), o Governo do Estado recebeu comunicação oficial da Prefeitura de São Luís informando a presença de uma tripulação composta por 38 indianos hospedados em hotel na capital que, segundo o Governo Federal, cumpriram os requisitos do protocolo para entrada em solo nacional, dentre os quais exame negativo de RT-PCR para Covid-19;

Tão logo informado pela prefeitura, o Governo do Maranhão enviou equipe que realizou testes do tipo RT-PCR nos tripulantes, funcionários e hóspedes do referido hotel;

A equipe da Vigilância Estadual encaminhou os testes para o Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão (LACEN/MA), para posterior envio ao Instituto Evandro Chagas;

Em face deste fato, mesmo respeitando que no caso de portos e aeroportos a fiscalização é federal, o governador do Estado está editando Decreto com uma camada adicional de fiscalização, em complementação ao trabalho do Governo Federal. Com isso, todos os navios, portos e hotéis passam a ser obrigados a notificar à Vigilância Sanitária Estadual os casos de embarque, desembarque e hospedagem de tripulantes estrangeiros que podem, eventualmente, implicar na proliferação de novas variantes do coronavírus.

Variante indiana no Maranhão

Maranhão registra primeiros casos da variante indiana da Covid-19 | Maranhão | G1

O Maranhão confirmou na quinta-feira (20), os primeiros casos da variante indiana do coronavírus (chamada de B.1.617) no Brasil. Os seis casos da variante no país foram detectados em tripulantes do navio MV Shandong da Zhi, que saiu da Malásia e chegou ao litoral maranhense em 14 de maio.

Um dos infectados foi internado em um hospital particular da capital, em São Luís. Os outros estão isolados dentro do navio, em alto mar, a cerca de cerca de 35 quilômetros da costa. Dois deles retornaram à embarcação depois de serem medicados em hospital.

As seis pessoas confirmadas com a nova cepa fazem parte do grupo de 23 tripulantes do navio MV Shandong da Zhi, que conta, no total, com 15 tripulantes que apresentaram testes positivos para a Covid-19. Oito seguem sem sintomas da doença.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a variante B.1.617 está sendo classificada como um tipo "digno de preocupação global".

A análise genética revelou que essa variação apresenta mutações importantes nos genes que codificam a espícula, a proteína que fica na superfície do vírus e é responsável por se conectar aos receptores das células humanas e dar início à infecção.

Em linhas gerais, tudo indica que esses "aprimoramentos" genéticos melhoram a capacidade de transmissão do vírus e permitem que ele consiga invadir nosso organismo com mais facilidade.