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CPI da Covid: Dimas Covas diz que ataques à China prejudicaram CoronaVac

Na visão dele, falas de Bolsonaro e atritos com a China impactam na obtenção de insumos

28/05/2021 14h05
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Por: Hyana Reis Fonte: G1
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A CPI da Covid ouviu nesta quinta (27) o depoimento de Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan. Dimas afirmou que a 1ª oferta de vacina ao ministério foi feita em julho e que o Brasil poderia ter sido o 1º país a vacinar.

Ele acrescentou que um atraso de 3 meses para assinar o contrato impediu a entrega de 100 milhões de doses da CoronaVac até maio. Na visão dele, atritos com a China impactam na obtenção de insumos. A produção da CoronaVac chegou parar e foi retomada nesta quinta.

Dimas disse ainda que o Butantan estuda a possibilidade de uma dose anual de reforço na vacinação.

O diretor do Butantan volta a falar sobre a Butanvac e afirma que a previsão é produzir 18 milhões de doses até o final de julho. Ele afirma que aguarda o início dos estudos clínicos, que devem durar 20 semanas.

Os resultados devem ficar prontos em outubro, mês em que ele diz esperar que seja obtida uma autorização emergencial do imunizante.